O sol toca totalmente as aguas, mais uma história de amor impossível que se concretiza? Ou apenas um olhar romântico para uma coisa tão simples que é a terra se movendo em torno de si mesma, não acreditamos simplesmente que a vida possa ter uma equação, gostariamos muito de ter uma fórmula, simplesmente uma maneira de saber se o que fazemos está certo errado, como diz um poeta, se é que ele é mesmo poeta: “Ainda encontro a fórmula do amor”.

Não estou muito distante, sou um homem atrás da equação da vida, não quero amar, joguei meus amores de lado, define em meu mundo apenas alguns detalhes, esses detalhes são mais do que meras variáveis são pessoas que nutrem em mim sentimentos plenos, enquanto o amor é simplesmente uma coisa idealizada, por estas pessoas tenho admiração, carinho, afetividade, sem que elas simplesmente façam nada, são aqueles amigos, que tantos te questionam por que andam com você, ou aquela pessoa por quem você tem brilho no olhar, mas ninguém ve nela nada além do que você vê.

Mas quando as gerações se passam, sua crença se torna realidade, fazendo com que muitos antes questionadores do seu ponto de vista simplesmente observem o que acontece, foi assim com ela, foi assim com muitas, eu simplesmente as admirava, mas esquecia totalmente, de admirar alguém que existia para mim antes delas, meus pais, meus irmãos, não, acredite, eu esqueci durante todo esse tempo de me olhar no espelho, de ao invés de escrever a um mundo que não quer talvez sequer ler meus textos, escrever antes para mim.

Por isso decidi voltar a falar de amor, mas não da minha musa, gostaria de contar para vocês uma história simples, uma história curta, talvez para concluir esta leve conversa de hoje, que é simples, tal qual haviam me pedido.

Conheci ela, nem sei como, nem sei porque, eu estava perdido ainda, um momento da minha vida onde sonhar era impossível, pois todo meu plano diante de mim era sonho, viajar para Maringá, foi gostoso divertido, fui como todos os outros nos divertimos muito, talvez, para muitos assim como eu, aquela semana foi a semana em que eu mais me diverti.

Na realidade eu já a conhecia os seus rostos suas feições sua forma e seu jeito doce de ser, mas por trás de toda essa casca existia um alguém lírico, um ente que além de expressar os trejeitos de sua personalidade também a conduziam para a clareza, ela era sem duvida nenhuma, uma exceção daquelas que a gente raramente vê na vida, duas ou três, eu tive a sorte, vi todas elas, parece estranho pensar dessa forma, ver todas excessões do mundo, desse pequeno mundo que eu conheci, mas aprendi a enxerga-las e talvez esta de quem eu falo é a exceção que fez comigo exatamente isto, por isso tão importante.

Ela era antes de mais nada simples, não podia ser dito dela, arrogante, ou extrovertida em excesso, tinha um sorriso que se bem observado refletia a bondade de suas ações, era capaz de se entregar, mas não entendia exatamente o que suas ações significavam, ao mesmo tempo que se aproximava de mim se afastava de mim, e vi que ela já conhecia a exceção dentro de mim antes mesmo deu imaginar que ela existia em outras pessoas, ela brilhava, de forma opaca, é dificil explicar, via nela um brilho digno das grandes pedras preciosas, mas ela diferente das outras não era lapidada, foi uma semana especial, mas nada aconteceu, não troquei palavras de amor ou tentei algo com ela, erámos amigo, não nos pertenciamos, e nem pensavamos nisso, eramos simplesmente um cuidando ao outro.

Mas o tempo passou, e comecei a ver menos esse meu diamante, e imaginem qual tamanha a minha tristeza ao velo cada dia mais bruto, mais rústico, ao invés de enxergar seu brilho eu a vi se fechando em uma casca cada dia mais dificil de se ver, mas uma casca não mais escura, mas agora formada por um cristal de sal, falso diamante, que engana e até tem brilho em primeiro momento, mas que depois visto de perto é jogado fora, não, não é assim, no fundo dessa pedra eu acredito ainda há diamante, o negro que escureceu seu coração ainda pode ser aberto e lápidado, porém, temo já ser muito tarde para ser o ourives, ou não ter habilidade para retomar este projeto de onde ele foi parado.

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