Você costuma voltar para um lugar onde você é tratado mal? Normalmente não, nós humanos temos dificuldades em aceitar a recusa ao que somos. O Alfa é assim, um local onde você se sente bem, pode não ser o local onde se encontram hoje os melhores professores de cursinho, mas se hoje alguém me desse a oportunidade de estudar em outros cursinhos, provavelmente eu diria não, o alfa se tornou um pouco minha casa, e pela segunda vez lá estou para tentar a aprovação no vestibular. Se lá é uma casa, como funciona essa casa e o que essa casa tem a ver com o livro que seguro nessa foto?

Bem, para os que não sabem eu retornei aos cursinhos, a dura vida de estudar para algo que parece tão distante, o vestibular, distante e enevoado porque cada prova é uma chance e até mesmo a unanimidades, os alunos em que todos acreditam as vezes não passam, e muitas vezes encontramos em nós uma decepção maior do que a deles, uma decepção comum de irmão que vê o fracasso do mais velho e se desanima, mas o importante é continuar, e caçar seu nome na lista e pular de alegria caso ele esteja lá.

O grande problema é que sozinhos somos inertes, então a quem fica a missão de nos guiar? Aos Tios e as Tias, é assim que aprendemos quando crianças, e nesse contexto de família seria errado usar este termo? Claro que não, os professores, os tios, as tias, e até mesmo a Tia Rose Valcíneia, eles nos formam, nos constroem, e é dessa união que nasce esse livro união de nove Professores, entre eles seis com que estudo (Barreto, Samuel, Clazão, Toddynho, André e Porfírio).

Queria contar uma história para vocês, não sobre o livro, sobre os esforços do Samuel para escrevé-lo os méritos dele ao reunir uma equipe gigante e maravilhosa, a visita dele ao LHC, ou ainda fazer uma crítica do livro, até porque eu ainda não o li, comprei hoje tá cheirando novo e autrográfado.

Foi em 2009, eu estava cursando pela primeira vez o cursinho, e eu jurava que não ia passar nem da primeira fase da UFPR por causa de duas provas, matemática e fisica, e nas quintas-feiras eu me desesperava porque se formavam filas gigantes, e não se conseguia tirar dúvida com ele. E o que ele fazia? Dava dez e meia da noite, o professor fechava sua pasta e ia embora, certo? Não esse cara ficava e tirava todas as minhas dúvidas e não só as minhas a de todos ali presentes, não quero colocar este cara em um pedestal, mas quero tentar mostrar o quanto ele ama fazer isso que ele quer fazer através desse livro ensinar, ele é a prova viva do amor pela docência, um cara que chora ao ser reconhecido por seus alunos, um exemplo vivo.

Acho que nunca falei isso para ele, mas ele mudou meu conceito, antes sempre via este ato, a docência como loucura e hoje mesmo em busca de uma profissão diferente da docência, penso em ministrar aula, seja qual for a área de minha formação, como jornalista posso sim dar algumas aulas, e ainda posso também atingir o mestrado ou doutorado na docência do ensino superior.

Enfim, para concluir quero dizer, que foi nesta casa, que também é minha casa, que foi lançado no dia dezoito de agosto de dois mil e doze, o livro Antigas Invenções Modernas Explicações que mais do que um livro, é um compêndio de saber, um livro feito por docentes, para alunos, ou ainda porque não de docentes para docentes? Uma campanha para contribuir com essa busca incessante que temos para as velhas respostas de tantos porquês com ainda conteudos inéditos no Brasil sobre o LHC, contribuição da professora da UNESP Maria Cristina Abdalla.

 

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