Sei todos falam isso, mas eu conheço antes do filme…

Se existe alguma série de Quadrinhos que combine mais com os meus gostos do que Scott Pilgrim o Corinthians é campeão da… Ops! Mas eu podia jurar, que eu não dava nada pro quadrinho, ele chegou até a mim através das Scan’s e não tenho medo de admitir isso, eu com o meu fraco conhecimento de inglês me dediquei a leitura de uma série que tem inumeros “maneirismos” da lingua, e gostei, mesmo sem entender eu gostei, logo após o filme fiz questão de conferir a tradução. E gostei ainda mais, é díficil escrever uma crítica sobre todos os aspectos de Scott Pilgrim, mas acho que a própria introdução dada por Bryan Lee O’Malley no site oficial do Scott Pilgrim mostra um pouquinho do porque desse meu amor.

Scott Pilgrim um cara de 23 anos, mora num ap. extremamente pequeno na cidade grande e divide ele com seu companheiro de quarto Gay, um típico cara tentando sobreviver nesse nosso mundo loco. Ele tem uma banda, ele é preguiçoso, e ele ama video-games. A trama da história parte dai, Scott namora uma garota do colegial, mas se apaixona mesmo pela nova garota da cidade, Ramona Flowers, mas para ganhar seu coração e sair de vez da Friendzone, nosso herói nerd precisa derrotar os seus Sete ex namorados do Mal. SETE CARAS DO MALLLLLLLLLL, Lucas é Musuculoso, Todd toca baixo com seus  poderes psíquicos, Os Twins são gêmeos, e como todos gêmeos são malignos, e Mathew Patel é só um indiano… A trama é recheada de signos, que bem usados por Brian vão recheando os quadrinhos em petro e branco de personagens extremamentes parecidos com a geração Y de qualquer lugar do mundo. Nunca! Repito nunca, na história desse país, e do mundo alguém foi tão próximo do contemporâneo geral quando Brian Lee O’Malley.

Enfim, agora a minha opinião sobre o quadrinho, começando pelos traços, Bryan Lee traz aos seus traços, um toque de Mangá, nem sempre preocupados em retratar o mundo de forma fiel, e sim de forma caricata, dando uma lição de moral em muitos quadrinhos da atualidade, com gráficos maravilhosos, verdadeiras obras primas, mas que não passo totalmente os sentimentos expressos pelas tiras, com desenhos e roteiros desconexos e sem alma. E a Alma dos quadrinhos de Bryan Lee são histórias dentro de histórias, o mundo dos Músicos de garagem procurando sucesso, pessoas sem rumo buscando uma identidade, ou olhando com olhos menos profundo, apenas uma bela e boa piada sobre o que nós somos hoje.

Nota: EEEK E

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