Como eu havia anunciado antes, eu vou tentar aqui traduzir alguns dos nossos textos do antigo blog, o Meu Patrocinador, para o inglês, e também vou colocar aqui o texto original. Peço desculpas antecipadas pelo inglês fraco, mas vou me esforçar para fazer o meu melhor. Primeiro, temos a republicação da versão em português e depois a tradução. Quero deixar claro que não se trata de uma tradução literal, e sim muito mais de uma reinterpretação, até mesmo estendendo seus fatos e descrições no começo e no fim do texto.

As Fagulhas Entre As Estrelas.

Tudo começou em 2036. Foi o ano em que a humanidade descobriu Tartarus, nome dado pelos cientistas ao primeiro buraco de verme¹ alcançável pelo homem a ser encontrado. Imediatamente foi criada a Missão Hermes, cuja intenção era justamente alcançar o incrível e misterioso rasgo dimensional. Assim foi feito, e em 2081 a nave Hermes 3 atravessou para outro canto do universo, onde permaneceu, incomunicável, por quatro longos meses. Quando haviam poucas esperanças de seu retorno, a nave retornou. Seus seis integrantes foram recebidos como os grandes heróis que eram, e trouxeram com eles uma grande notícia. Tartarus não era simplesmente um buraco de verme para outro canto do universo. Era o caminho para um verdadeiro campo de buracos, caminhos para todos os cantos do universo imagináveis. Por décadas, os humanos se prepararam para partir e catalogar esse caminho. E foi assim que em 2112 eu ingressei na Argonaut 3, uma de uma série de oito naves que iria partir para catalogar o campo, que ficou conhecido como Elysium. Eu era parte de uma equipe de nove. Nosso comandante era um capitão da aeronáutica russa, de nome Mikhail Evaliachev. Mas o homem mais importante da missão era Gabriel Davoe, um cientista australiano. Eu era engenheiro da aeronáutica brasileira, e fui escalado para tomar conta da máquina fotográfica que iria tirar as fotos nas saídas dos buracos, que posteriormente serviriam para identificar, pelos padrões de estrelas ao redor, qual a localização final do buracos. E assim nós partimos, numa viagem de oito meses até Tartarus, e depois ficaríamos mais um ano explorando os demais rasgos dimensionais. A nossa nave tinha como objetivo apenas 3 deles. E foi após atravessar o primeiro, nomeado Morpheus, que nós os encontramos. Fui eu que os encontrei. Flutuando, inicialmente, a cerca de dois dias de nós. Foi quase um presságio o fato deles terem saído na primeira imagem que eu tirei, como se algo nos guiasse para mirar a câmera para aquele lado. Eles também nos notaram, pois começaram a se aproximar. Nós permanecemos ali, parados. Os dois dias de aproximação foram de uma grande movimentação e discussão na nossa nave. Por fim, decidimos tentar uma aproximação, uma comunicação. A chance deles serem hostis era pequena. Por fim, eles chegaram, mas o silêncio imperou por mais dois dias. Nesse tempo, quem mais trabalhou foi Gabriel. Em um espaço de um dia, ele criou toda uma forma de comunicação por meio de ondas de rádio convertíveis em imagens. Foi assim que nós tomamos a iniciativa, estabelecendo o canal. Menos de duas horas depois do primeiro envio, eles responderam com o sinal que nosso gênio havia estabelecido como resposta no caso deles terem compreendido a forma de comunicação A partir dali, começou uma imensa troca de informações. Descobrimos que eles eram de um planeta onde mais de uma raça inteligente proliferou. Inúmeras guerras ali ocorreram, até que finalmente eles conseguiram se estabelecer em paz. Pelo pouco que foi conversado sobre viagens espaciais, era algo relativamente novo para eles, mas algo em que eles haviam demonstrado um imenso talento. Eles também era, segundo Gabriel, excelentes em biologia e física. Mas compreendiam pouco as formas de comunicações e interligação avançada que nós possuíamos em nosso planeta. A explicação sobre a internet, como um agrupamento de computadores que permitia comunicação instantânea a nível planetário. Eles também ficaram assombrados com outras coisas mencionadas sobre nós, como o fato de sermos uma única raça inteligente e ainda assim conseguirmos encontrar motivos para guerrear, ou ao fato de nós conseguirmos usar todas as fontes tecnológicas para gerar entretenimento. E por fim, veio a oferta. Eles queriam colocar um deles na nossa nave, e nós colocaríamos um dos nossos na deles, por 3 horas. Não sei porque, eu me ofereci. Fui o único. Não entendi o medo dos meus colegas, que vieram me dizer para tomar cuidado e evitar tocar em qualquer coisa. Mas eles se acalmaram depois que avaliamos a nave deles procurando fontes radioativas e não encontramos. O capitão concordou que eu, como melhor desenhista e fotógrafo da nave, era ideal para explicar posteriormente o que havia visto. E assim eu parti, uma semana após o encontro, para dentro da nave deles, levando comigo, para mostrar a eles, algumas imagens comunicativa de Gabriel, papel e lápis, minha máquina fotográfica pessoal (uma vez que a usada para catalogar estrelas era imensa) e um pequeno pedaço da carne que utilizávamos para nos alimentar. Ao ingressar na nave, quase perdi minha cabeça. Era inconcebível para qualquer ser humano a sua estrutura interna. Eles haviam utilizado a falta de gravidade para aproveitar melhor as formas circulares. Eles eram todos diferentes, entre si, embora suas vestimentas seguissem um padrão. Com os desenhos dados a mim pelo nosso cientista, eles me explicaram mais ou menos o que ocorria ali. O trabalho de Gabriel havia chegado ao ponto de explicar algumas sensações, como espanto e curiosidade. Expressei minha curiosidade sobre como a nave deles funcionava, e eles me permitiram que tirasse fotos da origem da força motora. E expressei meu espanto quando me foi explicado que o material usado para a construção de diversas máquinas ali utilizadas era uma substância de carbono de grande dureza. A transparência daquelas máquinas não me deixava confundir: eles tinham aprendido a moldar diamante. Havia tão poucas peças de metal, e mesmo a nave era feita de algum material não-metálico. Era fantástico. Perguntei a eles se lhes faltavam minas, e eles se surpreenderam com o conceito de cavar cada vez mais fundo abaixo da terra a procura de minérios. Quanto sai da nave, perguntei a eles a quanto tempo se encontravam em fora de seu planeta. A explicação que obtive foi de que alguns deles estavam ali a anos e anos, e outros, de raças menos propensas a permanecer no espaço, eram trocados por outros membros da raça de tempo em tempos. Esses seriam remanejados quando retornassem a sua terra-mãe para informar sobre o encontro com seres de outro planeta. Ao retornar à minha nave, fui comunicado que partiríamos em 3 horas para a terra. Comuniquei ao capitão e a Gabriel tudo que encontrei. E lhes expliquei toda minha surpresa ao descobrir que algumas daquelas espécies permaneciam anos a fio no espaço. Questionava o fato deles não sentirem falta de sua terra e de suas famílias. Então, Gabriel nos disse. – Também me surpreendeu durante a nossa comunicação. Eu consegui avançar rapidamente nos assuntos científicos, e até nos sociais. Mas ao tentar explicar-lhes o sentimento da saudade, da reminiscência de algo distante, eles não o compreenderam de maneira alguma. Quando chegamos à Terra, fomos aclamados como heróis. Anos depois, foram estabelecidos diversos canais de comunicação e eles se tornaram parceiros científicos e comerciais da humanidade. Aprendemos a viver em estações espaciais graças a eles. E alguns deles se mudaram para nossas colônias, sem nunca mais voltar ao seu planeta, e sem nenhuma saudade dele.

The Sparks Between the Stars.

Everything started in 2036. It was the year of the discovery of Tartarus by the humanity. Tartarus was the first Worm Hole reachable from Earth ever found by scientists. Immediately the Project Hermes was started, with the intent to reach the amazing and huge dimensional scratch.  That was made, and finally in 2081 the project was able to launch a ship, Hermes 3, which was able to reach the passage. The spacecraft crossed trough, losing it’s contact with Earth for four long months. Thus, when every hope was lost, they made their return, bringing with them the greatest notice of all times.

At the same time as the people in the ship was received as the heroes they were, the news about their discovery started to spread. At the other point of  Tartarus was standing a whole garden of worm holes, highways to every point of the universe. For decades the Project Hermes continued and even evolved to the Arietis Cooperation, with the one and only intent to recognize and utilize this gates to know more of our universe.

The name of the cooperative was choose because of the images took by the Hermes 3 ship, that allowed the scientist to found out that the garden of worm holes, nicknamed Elysium, was set in a line formed by the Earth itself and a binary star system called Sheratan, who was part of the Aries constellation. The Arietis Cooperation was formed by three groups of studies, each one formed by dozens of international scientists. The first one, Project Golden Fleece, has the intention of discover further information about the garden using the evidences obtained with Hermes 3 and unmanned ships. The second, Project Athamas, had the intent to develop better technology to help the other two projects and even colonize the worlds found by them. And the last one, Argonaut Initiative, had the mission to place man on the edges of the universe.

This way, on the start of year 2112, I shipped up in Argonaut 3, also called Hercules, in a mission with seven another ships to get inside the worm holes of Elysium to bring evidences of their ends. Our work was to get inside of three of them: Oceanus, Cybele and Iapetus.

The captain of the crew I was part of was Mikhail Evaliachev, a russian tough guy. But the most important man among us was Gabriel Davoe, a australian scientist. I was merely a brazilian engineer with the only job of taking care of the cameras the ship would use to take pictures of the stars around to help the people back on Earth realize where the other end of the worm holes was.

It was crossing the first of the worm holes we would cross, Oceanus, that we found them. I found them. Floating around two days away of us. It was somehow a miracle the fact that they get catch on the very first picture the ship took. They also saw us, cause they begin to came on our way. We stand.

The two days of their aprouch was of great agitation and discussion on our ship. Finally, we decided to try some communication in peace. The chances of a hostile treatment on this first encounter was low. At last they reach us, but the silence remained for two more days. In this time, Gabriel was able to create a whole language based on images transmitted trough radio waves. This way we took the initiative, fasted answered by them with a signal of understand. Thus started a great deal of informations.

We discovery thet they were from a planet where plenty of rational species proliferated. After many wars, they were able to reach some kind of peace, and started to expand to space. It was recent to them. They were, accord to Gabriel, really good at physics and biology. They was also amazed with our technology and some of our invents, like the idea of a big net connecting computers. And then came the big offer.

One of us would make the way to their ship for some hours, and one of then would came to ours. I not really sure of the reason why I offered myself, but after a brief discussion, everybody agreed. With some of the figures Gabriel was using to talk with them in my pockets, I made my way.

The ship was an epitome of engineering. Was made to better use the zero gravity and the circular shapes. They were all different between then, but used the same clothes. I expressed my curiosity about the way the ship was propelled, and even the material the ship was made of. They let me take pictures of the motor, and explained to me the fact that they not used many metals, but a carbon based compose to make most of the ship. I became crazy when I realized it was very hard, somewhat similar to a diamond. I asked they why not to simply dig a mine and take some metal to use, and they became crazy with the concept of found resources in the underground.

When I asked how many times they spend in space, they explained to me that some of them were able to stay there forever. I asked them if they didn’t miss their home, and they wasn’t able to give me an answer. Back on the Hercules, I commented this with Gabriel, that stated:

“It’s very strange, indeed. Somehow I wasn’t able either to bring some light in my talk with them about home and the concept of miss something. It’s like they don’t have this feelings.”

We made out way back to Earth and became heroes. After years of communication, both the planets started to cooperate in sciences and philosophy. After a long time, they even started to live among us. But they never felt that feeling, the feeling of miss a home.

Anúncios